domingo, 7 de maio de 2017

Esta será a melhor semana do ano para você aprender a investir

Mulher com dinheiro
Mulher com dinheiro (DeanDrobot/Thinkstock)
São Paulo – Começa nesta segunda (8) a 4ª edição da Semana de Educação Financeira, que irá promover mais de mil palestras, seminários e encontros gratuitos em 21 estados do país e no Distrito Federal. O intuito é ensinar o consumidor a lidar melhor com o dinheiro e a investir.

Organizado pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF), o evento termina no próximo domingo (14) e tem como objetivo promover ações de educação financeira no Brasil, seguindo as diretrizes da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), criada por decreto federal em 2010.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia que regula e fiscaliza o mercado financeiro com o intuito de proteger investidores, participará do evento todos os dias, realizando palestras e encontros sobre temas como planejamento financeiro, mercado de capitais, fintechs e crowdfunding, entre outros.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também participa do evento e irá promover palestras onlines, além de dar orientações financeiras e oficinas presenciais. As palestras online estão abertas ao público e duram uma hora.
Na segunda (8), às 10h, a associação irá dar orientações sobre os riscos de tomar crédito e como evitar o superendividamento. Na terça (9), também às 10h, o Idec vai tratar da importância de planejar o orçamento doméstico para ter equilíbrio financeiro.
Já na quinta (11), às 14h, a palestra “Como aplicar o seu dinheiro para iniciantes” vai explicar conceitos básicos sobre investimentos, perfis de investidores e rentabilidade. Na sexta (12), às 14h, irá organizar a palestra sobre direitos do consumidor de serviços bancários.
Veja abaixo os cursos online e as atividades presenciais que se destacam no evento. Para ver a programação completa, acesse o site do evento:

Atividades online

Atividade
Quando
Quem promove
Como se cadastrar
Curso “Gestão de Finanças Pessoais”
Do dia 8 a 14 , das 5h às 23h50
Banco Central do Brasil
Webinar “A conquista da sua liberdade através da educação financeira”
Dia 9, das 19h às 20h30
BM&FBovespa
Palestra “Oferta de Crédito e Superendividamento”
Dia 8, das 10h às 11h
Idec
Palestra “Planejamento Financeiro e Consumo”
Dia 9, das 10h às 11h
Idec
Palestra “Como aplicar o seu dinheiro para iniciantes”
Dia 11, das 14h às 15h
Idec
Palestra “Direitos do consumidor de serviços bancários”
Dia 12, das 14h às 15h, em São Paulo
Idec
      
      Atividades presenciais

Atividade
Quando
Quem promove
Como se cadastrar
Curso “Finanças Pessoais Master”
Dia 8 e 13, das 9h às 16h, em São Paulo
Dia 9 e 10, das 18h30 às 22h, no Rio de Janeiro/
BM&FBovespa
Curso “Como Investir na Bolsa”
Dia 10 e 11, das 19h às 22h30, em São Paulo
BM&FBovespa
Palestra “Fintech”
Dia 8, das 10h às 12h, no Rio de Janeiro
CVM
Palestra “Educação Financeira para Jovens”
Dia 9, das 9h30 às 12h, no Rio de Janeiro
CVM
Palestra “Bem-Estar Financeiro”
Dia 9, `das 14h às 17h40, no Rio de Janeiro
CVM
Palestra “Valores Mobiliários -Investimentos”
Dia 9, das 14h às 16h, em São Paulo
CVM
Palestra “Educação e Planejamento Financeiro”
Dia 9, das 19h às 21h, em Recife
CVM
Palestra “Mercado de Capitais”
Dia 10, das 10h às 12h, em São Paulo
CVM
Palestra “Planejamento Financeiro”
Dia 10, das 10h às 12h, no Rio de Janeiro
CVM
Palestra “Planejamento Financeiro”
Dia 10, das 14h às 17h, em São Paulo
CVM
Palestra “A Cabeça do Investidor”
Dia 11, das 10h às 12h, em São Paulo
CVM
Palestra “O que é o Mercado de Capitais”
Dia 11, das 14h às 17h, no Rio de Janeiro
CVM
Palestra “Fundos de Investimentos”
Dia 11, das 14h às 17h, em São Paulo
CVM
Palestra “Educação e planejamento financeiro”
Dia 11, das 19h30 às 21h, em São Paulo
CVM
Palestra “Educação e planejamento financeiro”
Dia 12, das 9h às 12h, em Goiânia
CVM
Palestra “Mudança do comportamento financeiro”
Dia 12, das 10h às 12h, em São Paulo
CVM
Palestra “Crowdfunding”
Dia 12, das 10h às 12h, no Rio de Janeiro
CVM
Palestra “Educação e Planejamento Financeiro”
Dia 12, das 14h às 16h, em São Paulo
CVM
Palestra “Ofertas Públicas de Valores Mobiliários”
Dia 12, das 15h às 17h, no Rio de Janeiro
CVM
Orientação sobre renegociação de dívidas
Dias 8 e 9, das 11h às 12h, em São Paulo
Dias 10 e 12, das 15h às 16h, em São Paulo
Idec
Oficina “Administração do Orçamento Pessoal”
Dia 9, das 15h às 18h, em São Paulo
Idec
Oficina “Administração do Orçamento Pessoal”
Dia 11, das 16h às 19h, em São Paulo
Idec

Fonte: http://exame.abril.com.br

sábado, 6 de maio de 2017

Delfim Netto: Não reformar Previdência é esperar pelo precipício

Para o ex-ministro da Fazenda, a proposta para mudar a previdência é fundamental para evitar que o Brasil fique insolvente

Delfim Netto: o desequilíbrio das contas fiscais brasileiras é "brutal" - é preciso fazer o ajuste e avançar com as reformas (Nacho Doce/Reuters)

São Paulo – O economista Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, afirma que a aprovação da reforma da Previdência é fundamental para evitar que o Brasil fique insolvente e volte a ter crescimento econômico.

O desequilíbrio das contas fiscais brasileiras é “brutal” – é preciso fazer o ajuste e avançar com as reformas. Se a sociedade não quiser mudanças na aposentadoria, é só esperar pelo precipício, disse ele ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Delfim avalia que o presidente Michel Temer está indo no caminho certo, mas vai ficar só com o ônus das reformas. O bônus, disse ele, vai ficar para o próximo presidente, eleito em 2018, e para “nossos filhos e netos”. A seguir, os principais trechos da entrevista:

A reforma da Previdência proposta pelo governo é correta?

Acho que foi uma boa proposta. Está sendo corrigida no Congresso e quando o Congresso corrige uma proposta do Executivo, não significa que o Executivo está perdendo, que está cedendo.

O poder supremo de legislação está no Congresso. Portanto, o Legislativo, que foi eleito legitimamente, representa a sociedade na formulação dessas reformas. O que o Legislativo decidir é o máximo que a sociedade quer.

No molde em que ficou, essa reforma vai contribuir para melhorar as contas fiscais?

Sim, sem dúvida. É claro que não terá o mesmo efeito que teria a reforma original. Mas a que vai sair é a reforma consistente com a vontade da sociedade e, mais do que isso, se a sociedade disser “não quero reforma”, não há o que reclamar, é esperar o precipício.

Sem o ajuste fiscal, vai juntar pé com cabeça, vai destruir tudo, no final nem as aposentadorias serão pagas. Como já vem acontecendo no Rio.

Vamos continuar desregrados e caminhar para a insolvência. Ou seja, o final de tudo é que a defesa intransigente de uma Previdência generosa é a morte da Previdência.

Se houver muitas concessões na reforma, vai ser preciso ser feita outra nos próximos anos?

Mesmo se a reforma sair como está agora, daqui a cinco anos vai precisar de outra. Quero chamar a atenção para um fato: a aprovação não vai dar nenhum bônus para o Temer, pelo contrário, ele só vai levar o ônus.

O bônus quem vai levar são os próximos governos e nossos filhos e netos. Você teve de acomodar a regra de transição, o que é natural, é normal. A regra feita pelo burocrata era muito dura.

Qual o principal ponto da reforma?

A idade mínima é fundamental. A histeria do combate à reforma esconde uma única coisa: o interesse dos histéricos. A oposição é o estamento estatal que se apropriou do poder no Brasil. Pode observar, a maioria dos opositores são funcionários públicos, bem acomodados e que não compreendem uma coisa elementar, que aliás o Brasil esqueceu.

Para ser funcionário público você tem de passar por um teste de honestidade, tem um concurso. Depois você tem a garantia da estabilidade, dos salários, a irredutibilidade dos salários, a aposentadoria integral.

Por que em todo lugar do mundo é proibida a greve do funcionalismo público? Ele não tem o que reivindicar. A sociedade deu pra ele tudo o que era preciso.

A reforma da Previdência e outras medidas vão permitir que os juros reais caiam mais no Brasil?

Ninguém sabe qual a taxa de juros real de equilíbrio no Brasil. É evidente que essa taxa depende da conjuntura. Ora, a reforma da Previdência, junto com o teto dos gastos, com as medidas microeconômicas, vai provocar uma queda na taxa da taxa de juros real de equilíbrio, se é que ela existe. O custo da dívida pública vai encolher.

Esse encolhimento mais a correção justa da Previdência vai liberar recursos para saúde, educação, investimento em infraestrutura, sem os quais o Brasil nunca mais vai voltar a crescer.

Porque a retomada da economia está sendo tão lenta?

O desarranjo fiscal é brutal. Queremos ignorar esse fato e insistir como se existisse mágica. A escolha que o Temer adotou é correta. É corrigir desequilíbrios que têm implicação global.

Um no nível macroeconômico, que é o problema da Previdência, e outro no micro, que é a questão trabalhista. Os dois devem conduzir lentamente para melhorar a economia. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://exame.abril.com.br

segunda-feira, 1 de maio de 2017

SE VOCE QUER GANHAR MAIS, DEVE TRABALHAR MENOS (BCC Cartuchos também é notícia)

Mark Johanson BBC Capital

Funcionário trabalhandoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA produtividade dos funcionários diminui consideravelmente após mais de 50 horas trabalhadas por semana

Quando Stuart Nomimizu foi transferido de Birmingham, na Inglaterra, para Tóquio, seus amigos e familiares começaram a se preocupar.
Eles raramente ouviam notícias de Nomimizu e tinham a impressão de que ele entrava no escritório de manhã cedo e voltava apenas tarde da noite. Seu horário de trabalho parecia tão extremo que eles nem sempre acreditavam que ele estava trabalhando tanto quanto ele dizia estar.
Para convencê-los, Nomimizu registrou uma semana de sua vida como um "assalariado" no ramo financeiro de Tóquio e postou o registro nas redes sociais para que eles entendessem melhor seu novo estilo de vida.
O vídeo resultante viralizou no YouTube com mais de um milhão de visualizações. Ele mostra uma semana em 2015 durante a temporada mais movimentada do setor financeiro - de janeiro a março - quando Nomimizu registrou 78 horas de trabalho e 35 de sono entre segunda e sábado (antes de trabalhar mais seis horas no domingo, o que não aparece no vídeo).

Homens dormindo no metrôDireito de imagemALAMY
Image captionCarga excessiva de trabalho faz parte da cultura japonesa

Chegou ao ponto em que Nomimizu acumulou tantas semanas de 80 horas de trabalho que ele desmaiou em seu apartamento à noite e quase caiu em cima de um apoio para TV. Quando o período de movimentação máxima finalmente terminou, ele disse que o escritório inteiro ficou "terrivelmente doente".
Enquanto a carga excessiva de trabalho de Nomimizu era de certa maneira temporária, ele disse que "há pessoas trabalhando para empresas em Tóquio com essa carga horária e vivem dia após dia assim durante o ano inteiro".
De fato, maratonas de trabalho fazem parte da cultura local e há até uma palavra em japonês, karoshi, que significa literalmente "morte por excesso de trabalho".

NomimizuDireito de imagemSTUART NOMIMIZU
Image captionDevido ao cansaço por trabalhar demais, Nomimizu (à esquerda) chegou a desmaiar em casa

O Ministério de Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão lançou o primeiro relatório sobre karoshi em outubro do ano passado e apontou que cerca de uma em cada quatro empresas (ou 23%) têm funcionários fazendo mais do que 80 horas extras por mês.
"Os japoneses respeitam muito seus colegas, mas também existe uma dificuldade em falar o que você está pensando", diz Nomimizu. "Então você tem um monte de pessoas no nível mais baixo que ficarão no escritório até que o chefe vá para casa em um horário ridiculamente tarde".
O funcionário de 26 anos explica que, se você é o primeiro a sair, você não será visto como alguém que trabalha bem em equipe.

Executivos dormindo no expedienteDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionCerca de uma em cada quatro empresas (ou 23%) têm funcionários fazendo mais do que 80 horas extras por mês

Mas será que as longas horas de trabalho do Japão são mais produtivas do que as de outras partes do mundo? Nomimizu acha que não. Aliás, há cada vez mais evidências de que trabalhar por longas horas não é apenas prejudicial à saúde mas também nocivo para nossas carreiras e ruim para a produtividade em geral de uma companhia.

Quando menos é mais

Se há outro país conhecido por suas longas horas de trabalho e falta de tempo livre são os Estados Unidos. Uma pesquisa recente do instituto Gallup apontou que a média de trabalho de um funcionário americano empregado é de 47 horas por semana, quase um dia de trabalho a mais do que a carga tradicional das 9h às 17h.
Além disso, quase um em cada cinco funcionários (18%) trabalham 60 horas ou mais por semana. Apesar de sacrificar seu tempo com família e amigos para ficar no escritório, um outro estudo da campanha americana Project: Time Off descobriu que os "mártires" das longas horas de trabalho têm menos chance de receber um aumento do que seus colegas.

Mulheres trabalhandoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA média de trabalho de um funcionário americano empregado é de 47 horas por semana

"Nós descobrimos que as pessoas que tiram mais dias de folga - 11 dias ou mais - são as mais prováveis a receber um aumento do que as que tiram 10 ou menos dias", diz Katie Denis, uma pesquisadora do projeto. "Se você não está avançando - e nós descobrimos que não há relação entre horas de trabalho e avanço na carreira - então por que você está fazendo isso?"

Pouco retorno

Laura Vanderkam, especialista em gerenciamento de tempo e autora do livro 168 Horas afirma que "seu cérebro, assim como tudo, não consegue trabalhar sem limitações".
Na verdade, faz mal ir além dos nossos limites. "Quando trabalhamos depois de um certo ponto os retornos diminuem e acabamos cometendo erros", diz ela. "Nós também não temos as nossas melhores ideias nem energia para resolver problemas".
Há várias maneiras de tratar o trabalho em excesso. Por exemplo, muitos pensam que é preciso estar no trabalho quando o (a) chefe chega ou vai embora. No entanto, Vanderkam acredita que essa ideia muitas vezes pode ser enganadora. "Talvez a sua chefe queira o espaço só para ela de manhã e na verdade está irritada que você também chegue cedo".

Homem trabalhandoDireito de imagemALAMY
Image captionÉ mais provável que pessoas que tiram mais dias de folga ganhem aumento do que as que tiram menos dias

Vanderkam acredita que muitas pessoas não estão dispostas a criar limites em suas rotinas diárias por medo de não serem vistas como trabalhadoras. "Então nós sabotamos nossa própria produtividade dizendo 'vou trabalhar o dia todo, almoçar e cair no buraco da internet das 14h30'", explica.

Lado positivo

Trocar descanso por horas extras não pagas é um mau negócio tanto para funcionários quanto empregadores.
Um estudo da Universidade de Stanford indicou que a produtividade dos funcionários diminui consideravelmente após mais de 50 horas trabalhadas por semana e cai ainda mais depois de 56 horas semanais chegando a um ponto em que alguém que trabalha 70 horas por semana fica incapaz de produzir algo durante as 14 horas adicionais.
Estudos parecidos ligaram longas horas de trabalho com afastamentos, perda de memória a longo prazo e diminuição da capacidades de tomar decisões.
E o que as empresas estão fazendo para combater o inevitável esgotamento? Grandes companhias japonesas já tomaram uma decisão a respeito.
A Toyota estipulou um limite de 360 horas extras por ano (ou uma média de 30 horas por mês), enquanto a agência de publicidade Dentsu acabou de lançar um plano com oito pontos (incluindo encorajamento para férias regulares e desligamento das luzes do escritório às 22h) para melhorar seu ambiente de trabalho após o caso de suicídio de um funcionário motivado por exaustão.

Japonês dorme no escritórioDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionEmpresas japonesas dizem estar tomando medidas para contornar o problema

Enquanto isso, na Alemanha, grandes companhias como BMW e Volkswagen limitaram o uso de e-mails depois de certo horário para evitar a hiperconectividade.
Nos Estados Unidos, bancos de investimento como Credit Suisse e JPMorgan Chase lançaram novas diretrizes de trabalho para dissuadir analistas e associados (especialmente os 'millennials') de ir ao escritório nos finais de semana.
Vanderkam diz que quando você opera uma máquina sem manutenção você corre um risco alto de perdê-la com o passar do tempo e possivelmente em um momento bastante inoportuno. Parece que muitas empresas começaram a perceber que acontece o mesmo com humanos.
Fonte: http://www.bbc.com